Quando se trabalha em casa, não há autocarro para apanhar nem porta para abrir. O dia começa quando cada um decide começar, e essa decisão muda de manhã para manhã. Umas vezes começa-se cedo, outras vezes só depois de muito tempo perdido. Esta falta de regularidade cansa mais do que se imagina. Uma rotina fixa dá ao dia uma base segura.
Escolhe uma hora de início que se ajuste à tua vida e mantém-na o mais possível. Não precisa de ser muito cedo, precisa apenas de ser regular. Depois, define uma pequena sequência de gestos para a manhã. Por exemplo, tomar o pequeno-almoço, arrumar a cama, vestir-te e preparar o café. Repetida todos os dias, essa sequência avisa o cérebro de que o trabalho vai começar.
Os primeiros gestos do dia
Depois destes gestos, senta-te no teu lugar de trabalho e faz uma coisa simples. Lê a lista do que tens para fazer e escolhe a primeira tarefa. Começa por algo que possas fazer sem grande esforço. Esse primeiro passo pequeno põe o dia em movimento. Depois de arrancares, tudo o resto flui com mais facilidade.
Evita começar o dia a ver mensagens e notícias no telemóvel. Isso põe os teus pensamentos ao serviço das preocupações dos outros antes de tratares das tuas. Deixa o telemóvel de lado até teres feito a primeira tarefa. Ao fim de algum tempo, vais notar que começas mais calmo e mais focado. É uma forma barata de proteger o início da manhã.
Conta a quem vive contigo qual é a tua rotina. Assim, todos percebem quando estás a começar o trabalho e quando estás disponível. Uma rotina que os outros conhecem é mais fácil de respeitar. Se houver crianças ou animais em casa, combina antes o que cada um faz nessa altura. Um bom entendimento evita muitos incómodos.
Com o tempo, a rotina deixa de exigir esforço. O corpo e a cabeça sabem o que fazer, sem necessidade de decidir tudo de novo. Nos dias mais difíceis, ela funciona como um apoio discreto. Podes adaptá-la quando a vida mudar, mantendo a ideia principal. Um começo regular é uma das melhores ajudas para o trabalho em casa.